"O que te alimenta" é o que te mata!
"Quod me nutruit me detruit".
Sisters N.F.
As Irmãs N.F. (No food) vivem sonhos de "forma perfeita" –, obsessão de dez entre dez meninas que sofrem de distúrbios alimentares. Irmanadas no jejum absoluto e na dieta de baixíssima ingestão calórica, dividem objetivos estranhos associados a muita solidão e sentimentos de baixa autoestima.
As Irmãs N.F. (No food) vivem sonhos de "forma perfeita" –, obsessão de dez entre dez meninas que sofrem de distúrbios alimentares. Irmanadas no jejum absoluto e na dieta de baixíssima ingestão calórica, dividem objetivos estranhos associados a muita solidão e sentimentos de baixa autoestima.
Quem sou
Com formação em artes e historiadora da arte não me considero especialista em transtornos alimentares, nem estou totalmente inteirada deste assunto. Quero apenas compartilhar aspectos que passei a conhecer de perto por ter que enfrentar estas enfermidades dentro da minha família. Na verdade, trocando experiências de vida com pessoas que sofreram de distúrbios alimentares foi que cheguei a este projeto. Espero que através dele outras pessoas possam entender um pouco mais do que se trata.
Era uma vez duas princesas conhecidas como Ana e Mia. Passados longos anos os que as conheceram de perto se afastaram temerosos. Outros ainda sonham e pensam que podem viver com elas e para elas. Eu, de minha parte, digo que ninguém as conhece realmente.

Sinto que falhei!
Nestes meus trabalhos exploro as nuances da
experiência feminina a partir de reflexões sobre a infância e a adolescência.
Os objetos têm uma qualidade ambígua que sugerem, em alguns momentos, imagens
relacionadas a contos de fadas e fantasias. Através deles abordo os espaços
privados pois, os objetos dentro desses espaços tornam-se metáforas de
identidade. Fazendo referência aos objetos da infância tento mapear os
primórdios da identidade que se desenvolve na adolescência. Estou especialmente
interessada nesse período e na maneira em como ele marca, de
maneira profunda, a nossa identidade como adultos. A ideia de examinar a ansiedade
das jovens no papel de princesas, reflete as expectativas da nossa sociedade e a pressão sobre as mulheres. As adolescentes são profundamente influenciadas pelos veículos de comunicação que as fazem imaginar um mundo cor de rosa e a sonhar com uma vida que transcende o cinza do
dia a dia. Meu “espaço da princesa” investiga a minha experiência em como as
adolescentes desejam ser tratadas e, como estes desejos quando não são
atingidos podem se transformar em sentimentos de rejeição, frustração e
dor. O consumo desenfreado gerado pela mídia foca principalmente nas jovens que, preocupadas com a busca da "beleza perfeita", submetem seus corpos à indústria de cosméticos, medicamentos moderadores de apetite e academias onde, através de excessos dolorosos, perseguem os padrões exigidos pela indústria da moda.
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